Versículo


No Cristianismo

1 - Identidade dos espíritos

No Espiritismo   


        No espiritismo, o espírito é criado separado do corpo, sendo este apenas um meio de utilização para a evolução do espírito, o que irá depender do mundo em que deverá habitar.  Um espírito pode habitar em vários corpos em tempos diferentes, ou seja, através de várias reencarnações. 

 Kardec (2007, p. 115) diz que “Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes”, e que estão sempre sendo criados e evoluem de diversas formas e em vários mundos.  Os espíritos são classificados em quatro categorias: imperfeitos, bons, superiores e puros.  Em uma de suas literaturas, o espiritismo mostra que é fácil distinguir os bons dos maus espíritos, os espíritos bons usam linguagem digna e nobre.

Distinguir os bons dos mausespíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre “o nosso melhoramento e o bem da Humanidade” (KARDEC, 2007, p. 33).

Contradizem-se quando mostra em outro livro o contrário, quando diz que não se pode dar crédito para nenhuma incorporação de espíritos, pois os espíritos inferiores podem falsificar assinaturas e linguagens, até mesmo a do próprio Cristo. Como podemos acreditar em alguma incorporação imitando um ente querido ou de qualquer outra pessoa?

Dir-se-á, sem dúvida, que, se um Espírito pode imitar uma assinatura, também pode perfeitamente imitar a linguagem. É exato; alguns temos visto tomar atrevidamente o nome do Cristo e, para impingirem a mistificação, simulavam o estilo evangélico e pronunciavam a torto e a direito estas bem conhecidas palavras: Em verdade, em verdade vos digo (KARDEC, 2007, p.341).

Utiliza-se também da comunicação de espíritos mortos com os vivos para ajudar no aperfeiçoamento, através de informações que julgam úteis para uma evolução melhor para ambos os lados. A comunicação é feita através de médiuns preparados para este fim.  Não crêem em demônios e muito menos em satanás.

Não crêem em demônios.

Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os anjos. Como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Por demônios se devem entender os Espíritos impuros, que muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, mas com a diferença de ser transitório o estado deles. São Espíritos imperfeitos, que se rebelam contra as provas que lhes tocam e que, por isso, as sofrem mais longamente, porém que, a seu turno, chegarão a sair daquele estado, quando o quiserem. Poder-se-ia, pois, aceitar o termo demônio com esta restrição. Como o entendem atualmente, dando-se-lhe um sentido exclusivo, ele induziria em erro, com o fazer crer na existência de seres especiais criados para o mal (KARDEC, 2007, p. 121 e 122).

Não crêem nem em anjos ou demônios, crêem que Deus fez os espíritos simples e ignorantes, e não lhes deu a perfeição para que através das reencarnações e de seus esforços as obtivessem.

Segundo o Espiritismo, nem anjos nem demônios são entidades distintas, por isso que a criação de seres inteligentes é uma só. Unidos a corpos materiais, esses seres constituem a Humanidade que povoa a Terra e as outras esferas habitadas; uma vez libertos do corpo material, constituem o mundo espiritual ou dos Espíritos, que povoam os Espaços. Deus criou-os perfectíveis e deu-lhes por escopo a perfeição, com a felicidade que dela decorre. Não lhes deu, contudo, a perfeição, pois quis que a obtivessem por seu próprio esforço, a fim de que também e realmente lhes pertencesse o mérito. Desde o momento da sua criação que os seres progridem, quer encarnados, quer no estado espiritual. Atingido o apogeu, tornam-se puros espíritos ou anjos segundo a expressão vulgar, de sorte que, a partir do embrião do ser inteligente até ao anjo, há uma cadeia na qual cada um dos elos assinala um grau de progresso (KARDEC, 2007, p. 141 e 142).

Não crêem em satanás.

Satanás é evidentemente a personificação do mal sob forma alegórica, visto não se poder admitir que exista um ser mau a lutar, como de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação consistisse em lhe contrariar os desígnios. Como precisa de figuras e imagens que lhe impressionem a imaginação, o homem pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos que lembram as qualidades ou os defeitos humanos. É assim que os antigos, querendo personificar o Tempo, o pintaram com a figura de um velho munido de uma foice e uma ampulheta. Representá-lo pela figura de um mancebo fora contra-senso. O mesmo se verifica com as alegorias da fortuna, da verdade, etc. Os modernos representaram os anjos, os puros Espíritos, por uma figura radiosa, de asas brancas, emblema da pureza; e Satanás com chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões vis. O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses emblemas individualidades reais, como vira outrora Saturno na alegoria do Tempo. (KARDEC, 2007, p.122).

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Identidade dos espíritos
No Cristianismo

Não se tem muito que escrever sobre espíritos já que espírito na Bíblia é o fôlego da vida, e os espíritos dito pelo espiritismo referem-se aos anjos. Ou seja, os espíritas não crêem em anjos ou demônios, para eles todos são espíritos encarnados ou desencarnados. Porém biblicamente anjos e espíritos são diferentes. Anjos quer dizer mensageiros. De modo geral, anjo designa um grupo distinto de seres espirituais, criados perfeitos por Deus para o serviço celestial, mas por motivo de rebelião, alguns deles perderam a sua condição de anjo bom e tornaram-se opositores de Deus e de seu povo. Esses “rebeldes” são chamados de demônios. Espírito quer dizer o fôlego da vida. Em relação ao espírito citado no livro de Zacarias capítulo 12 verso 1, este é o fôlego da vida que é dado por Deus depois da concepção. Primeiro vem o corpo e depois o espírito, que é o sopro da vida.  Deus primeiro formou o homem do pó da terra e depois lhe soprou o fôlego da vida (espírito).  “Do pó da terra formou Deus Jeová ao homem, e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida; e o homem tornou-se um ser vivente”; citação registrada no livro de Gênesis capítulo 2 verso 7.

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